Ações iguais, objetivos iguais, coberturas diferentes

Taí, José Serra lança PAC para São Paulo, estado fortemente atingido pela crise econômica (e moral) mundial. Iniciativa louvável e necessária para combater o problema. Infelizmente, não será o suficiente. Primeiro, seria necessário mudar a mentalidade e o caráter do grande empresariado paulista e mundial.
Por enquanto, Serra luta com Aécio Neves pela vaga a candidato à Presidência da República. Essa ação do governo paulista está, sem dúvida, fortalecendo a imagem de Serra e fazendo-o ganhar terreno nessa disputa interna. O PAC de Serra tem, como um dos objetivos, mostrá-lo eficiente no combate à crise e fortalecer sua imagem como grande administrador, o que, certamente, o gabarita para disputar as eleições presidenciais.
Evidentemente, esse não é o objetivo mais importante da ação do governador, e sim o fato dessa ação procurar gerar mais confiança no empresariado e reduzir a velocidade das demissões (não acho que vai acabar com elas, afinal o problema não é só econômico). Essa será a tônica e o foco da cobertura.
Vamos ver como a mídia se comportará diante dessa notícia. De antemão, acredito que o "SerraPAC" vai gerar comentários mais centrados e moderados, sem animosidade, exaltando "as características de grande homem público que Serra é". Diferentemente da cobertura dada ao PAC do Governo Federal, "que só quer transformar Dilma Rousseff em Presidente e que se dane a crise e todo mundo".
 
Um alerta aos jornalistas: como todos sabemos, Serra é dado a rompantes de ditatorialismo. Manda demitir jornalista que mija fora do penico, que pergunta de mais, principalmente se a pergunta está fora do combinado. Aécio é outro ditadorzinho que reprime a liberdade de expressão. Mas quem quer liberdade de expressão se o governo é tucano, afinal? Estará tudo em casa, desde que Serra ou Aécio ganhem. Né mesm? Há crise nos meios de comunicação também. E ela é menos econômica, mais moral, intelectual, ética, enfim...

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