E-mails chatos, e com erros, o que é pior! (não, a chatice ainda é pior)

"Marketing" é uma palavra que me arrepia. Não sei bem o motivo, mas acredito que tenha alguma relação com minha aversão ao consumismo moderno. Fato que é dois termos sempre seguem essa palavrinha que não encontra par no idioma nacional. Quando "Marketing" vier acompanhado de "pessoal" ou de "atingir", sugiro que você corra. No primeiro caso, por se tratar de um engodo ou, na melhor das hipóteses, de uma falha conceitual. "Marketing" é essencialmente troca. Ora, que diabos é trocado quando se faz propaganda de sí mesmo? Então, "Marketing pessoal" não existe. É "autopropaganda" mesmo, no duro, e ponto. No segundo caso, trata-se de uma expressão, digamos, er, ditatorial e autoritária, contrária ao conceito de estratégia em Marketing, muito mais próxima a "alcançar" o pobre consumidor, e não atingi-lo, como se se tratasse de enfiar goela abaixo o que ninguém quer ou precisa. Portanto caros estrategistas de marketing viral, parem de me enviar e-mails conceitualmente errados. Não adianta, não vou comprar nada de vocês mesmo!! A vocês, caros leitores: não engulam o que não precisam. Principalmente erros conceituais que se propagam até que sejam incorporados e naturalizados em contextos diversos.

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