Devemos ler o "Programa Nacional de Direitos Humanos" na íntegra? Sim

 O "Programa Nacional de Direitos Humanos" (PNDH-3) vem sendo fonte constante de reportagens. A imprensa, como se sabe, tem alguns vícios, e um deles é a técnica da "pinça", com a qual se retira um trecho de texto (ou declaração verbal) de seu contexto e o apresenta em outro. O resultado, em algumas vezes, é uma brutal desinformação do público. E maus jornalistas, dispostos a seguir certas "recomendações", aplicam essa técnica com objetivos nada, digamos, honestos.

De qualquer forma, seja de que fonte o leitor amigo bebeu as informações sobre o PNDH-3, sugiro, veementemente, que leia o programa em sua íntegra, e leve para o espaço público a discussão sobre ele, que pode (e deve) ser acessado aqui.

Agora, quero apresentar um trecho de um artigo publicado no blog do Azenha (Vi o Mundo), de autoria de Mauro Sampaio (originalmente publicado no AcessePiauí):
O jornal O Estado de S. Paulo pelo menos ouviu o cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, relator da Organização das Nações Unidas (ONU) na área de direitos humanos, que ajudou a elaborar a redação dos dois primeiros programas. Para ele, as críticas são “infundadas” pelas seguintes razões:

“Não foi o presidente Lula quem inventou isso (Programa Nacional de Direitos Humanos). Essa é a terceira edição do programa. Os dois anteriores, lançados em 1996 e em 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, tinham a mesma abrangência do programa que está sendo debatido agora. E tanto Lula quanto Fernando Henrique acertaram, porque direitos humanos não abarcam apenas direitos civis e políticos, como se imagina. Eles abrangem também questões como a fome, o racismo, gênero, distribuição de renda, salário, acesso à cultura, proteção das crianças contra a violência e muitas outras coisas. Não se fez antes porque a ditadura não aceitava.”

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