Sorriso do canalha!

Sentiu dele a face fria.
Distante já ia a alma.
Desesperou-se, perdeu a calma.
O menino não mais ria.

A última lágrima caiu,
perdeu-se na carne pouca.
Chorou, ficou louca,
o magrelo filho partiu.

De fora do barraco político sorria,
deputado fazia troça,
ricaço ouvia a nova bossa,
burguês para o exterior partia.

A vida lhe pregara tantas peças...
Os 7 filhos pediam comida,
E essa era sua vida:
Tropeçar em cadáveres e promessas.

No barraco coberto de palha,
toda dor do universo cabia.
E o horror que ela sentia,
Brilhava no sorriso de um país canalha!

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