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Mostrando postagens de Junho, 2009

Ministro Mendes desconhece o fundamentalismo de mercado da área de comunicação (ou compactua com ele?)

Enfim, uma questão que se arrastava há oito anos chega à sua conclusão. E da pior forma possível. Agora, qualquer um pode se dizer jornalista e escrever reportagens em órgãos da imprensa. É significativo o fato de as entidades que se debatiam representarem pólos completamente opostos (num minimalismo do tipo Patrão x Empregados): Sertesp X Fenaj, ANJ X ABI. A decisão, que abre as portas para que qualquer aventureiro se diga jornalista e saia por aí a escrever insanidades, debilita a já frágil união da classe jornalística. Ao declarar seu voto, o Ministro Gilmar Mendes não apenas pareceu desconhecer (acredito que ele saiba perfeitamente as implicações desse ato insensato) os mecanismos que regem o fundamentalismo de mercado do setor de comunicação, como desconhece as especificidades da profissão de jornalista. Ademais, não nos esqueçamos (como já mostrou esse blog em vídeo do Youtube) de como age o Ministro quando um jornalista lhe faz uma pergunta que o desagrada, e insist…

Jornalismo e Diploma

Carla Rister. Eis o nome da Juíza substituta que reabriu a discussão sobre a necessidade ou não do jornalista ser diplomado (em curso de jornalismo!!!) para exercer a profissão. Os meios de comunicação comerciais gritam, aos quatro cantos do Brasil, que a necessidade de diploma para a profissão foi imposta pela Ditadura Militar (a Falha de S. Paulo, principalmente, que briga há anos para jornalista não precisar mais de diploma é quem grita mais alto - justo ela, usando o argumento de que o diploma é "entulho da ditadura". Não nos esqueçamos que, para ela, não houve ditadura, mas ditabranda). A não-obrigatoriedade criou a figura do jornalista precário, como assinala o prof. João Negrão no blog "Azesquerda". Sejamos francos: a própria sociedade já mostrou que quer jornalista diplomado. Mas as corporações de mídia (e jornalecos que exploram o trabalho de quem quer o gostinho de ter o nome em uma página de jornal) se colocam contra. O argumento? Justamente …