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Mostrando postagens de Abril, 2009

A encenação de Obama e a desesperança iraquiana

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Uma coisa ninguém pode negar: o político aí de cima tem dom para a coisa. Que coisa? A política, ora. A mesma política à qual é necessário ter, segundo Weber, vocação. A vocação para a política exigeo tempero da demagogia, o que Obama tem de sobra. Pois não é que ele imputou a culpa do caos da política Iraquiana aos próprios políticos do Iraque, e tão-somente a eles? Sim, sem colocar nesse caldo os EUA, a sede de sangue dos debilitados Bush (pai e filho), e dos próprios soldados estadunidenses; a montagem inconsequente do próprio Iraque, consequentemente a Onu, e uma série de etcéteras afora. Aos soldados estadunidenses cabe o papel de heróis que cumpriram seu papel. Agora, é hora de voltar para casa, deixar o caos para trás e fingir que está tudo bem, que o novo governo estadunidense apagou, magicamente, a desordem que o governo "Bushista" deixou para trás, só com a eleição de um presidente que teve a "Audácia da esperança". Infelizmente, os iraquiano…

Lixo na televisão, idiotia generalizada, sobrevivência do marxismo

Não gosto do termo "zapear" - para mim denota falta do que fazer na vida - mas era exatamente isso o que eu fazia quando me deparei com "Os dois filhos de Francisco" a cantar no nojento Big Cretinice Brazil (com Z mesmo, já que é importado). É meio senso comum ouvir falar que os artistas são a antena receptora do porvir, das tendências futuras (bem, às vezes são de fato, mas me pergunto se, nesses casos, não são eles os criadores de tendências, e não seus meros antecipadores). Pois bem, o fato mais notável da incapacidade do público de pensar  foi o pronto arreganhar de dentes, em sinal de aprovação, a uma idiotice qualquer que um dos Franciscanos, o Luciano, falou. A idiotice*, aplaudida pelo asqueroso Bial e seu séquito de imbecis (entenda-se também aqueles do outro lado da tela, os espectadores), foi da envergadura intelectual de uma ostra. Leva-nos a pensar se o artista, nesses tempos de arte-produto-ideologia, ainda consegue antecipar alguma coisa,…

"A sociedade espionada" ou "O imaginário cidadão corrompido" - ou ainda "O perigo que subjaz a uma boa idéia"

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"Não se revoltarão enquanto não se tornarem conscientes, e não se tornarão conscientes enquanto não se rebelarem" - Winston Smith ("1984", George Orwell) Dia desses ouvi um apresentador da tevê Record a apoiar a instalação de câmeras por todas as ruas do país, como forma de coibir as ações de criminosos. Pode ser só mania de perseguição ou de conspiração (confesso: para mim, querem mesmo é escravizar a humanidade), mas acho que o motivo disso se deve mais à pavimentação de uma estrada que possa servir à dominação e vigilância do cidadão do que para protege-lo de fato. A cidadania existe, quando existe liberdade. A liberdade de sair às ruas e não temer assaltos e tiros na nuca. Para isso, devemos ter a ação policial a coibir os crimes (antes disso, a ação do Estado para diminuir o aparecimento de criminosos), e não a gravação de tudo o que se passa nas ruas, afinal, tenho o direito de andar por elas sem um "olho mecânico" a filmar meus passos. …