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Mostrando postagens de Agosto, 2011

Para nossa reflexão: Martin Heidegger

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Abu declama Rosa

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Cai Jobim: entranhas à mostra

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A certeira demissão de um dos melhores ministros de Estado põe às mostras a putrefata estrutura política nacional. Mudanças? Nem pensar.
Nelson Jobim caiu. Mais um dos ministros de Estado da Presidente da República, Dilma Rousseff, deixa de comandar a pasta e é posto de escanteio. Diferentemente de outros membros do Governo Federal, Jobim caiu por ter uma língua que não consegue guardar silenciosa, e não por corrupção, desvios de caráter e etceteras afora que ornam de lama a imagem do mandato petista.
 Jobim foi, sem dúvida, um dos melhores ministros de Estado do Governo Lula, e vinha sendo um dos pilares mais firmes da alta administração pública federal. Mas jamais se alinhou ao lulismo, petismo ou qualquer outro “ismo” da estrela vermelha. Ao contrário, sempre manteve-se alinhado às suas convicções “demotucanas” de República. Ao ponto de declarar, de público, que votara em José Serra, cuja imagem alinha-se a um projeto político diverso do da atual mandatária nacional.
São duas camadas …

O anúncio de Bilac (A função do poeta)

Nobres leitores, posto aqui uma pequena história que ouvi dia desses em uma rádio de São Paulo. Reflitam
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o certa vez na rua:

- Sr. Bilac, estou a precisar vender a minha propriedade, que o Senhor tão bem conhece. Poderia, por gentileza, redigir o anúncio para a venda no jornal?

Olavo Bilac apanhou o papel que o amigo lhe estendia e escreveu:

VENDE-SE ENCANTADORA PROPRIEDADE

"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo. Cortada por cristalinas e marejantes água de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".

“Meses depois, o poeta reencontrou o comerciante e perguntou-lhe se havia conseguido vender a propriedade”.

- Nem pense mais nisso Sr. Bilac! Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha nas mãos.